Sexo! Não quero Sexo!


SEXO



                Eu gosto muito de sexo, porém não gosto de falar de sexo nem debater nem falar quem é o melhor, quem faz mais acrobacias ou quem já tentou todas as posições do Kama Sutra. Foi feito uma pesquisa que ao contrário do que se imagina conversar sobre sexo ou as aventuras sexuais no trabalho é um assunto que desagrada a muita gente e realmente eu concordo, pois via no trabalho como as pessoas reagiam enquanto um colega falava das aventuras sexuais, com quantas ele já tinha comido, ops, transado e como tinha feito, e se deixássemos ele falaria nos mínimos detalhes.
                Se for ter que falar sobre sexo no trabalho é preferível que se fale das desventuras sexuais, é muito mais engraçado e interessante e até porque quando se começa a contar vantagem as pessoas aumentam muito principalmente em relação ao sexo isso sem fazer trocadilho algum.
                Mas o que torna tão chato falar sobre sexo? Acredito que não seja apenas um fator, mas a soma de vários fatores e vamos lá.
                O que me irrita nessa atmosfera libidinal é a intolerância das pessoas, mas quando falo da intolerância não é a das pessoas que são assexuadas, mas das pessoas que se dizem hiper-ultra-mega liberal, que não toleram as pessoas que sabem pouco conhecimento ou têm pouca experiência sexual, e eu me pergunto, será que uma pessoa não pode ter dúvidas a respeito do sexo? Será que elas não podem ter direito a ter tabus? Ou será que todas as pessoas precisam ser experts em sexo? Para pessoas que se dizem descoladas essa é uma atitude bem preconceituosa.
                Mas acho muito legal interessante quando alguém fala de sexo e afetividade ao mesmo tempo. Está aí uma coisa interessante para ser discutida e até original, até porque na atualidade as pessoas só querem gozar, fazer sexo com quem se gosta é muito mais prazeroso do que qualquer experiência tântrica com pessoas ditas “descoladas” sexualmente. Experiência própria.
                Não sou moralista e também não sou nenhum anarquista, o que gosto mesmo é de bom senso. Gosto de brincadeiras de duplo sentido ou brincadeiras eróticas, mas para isso acho fundamental que sejam vivenciadas no momento e lugar adequados.
                E pensando em como irei construir esse parágrafo fico imaginando se nas aulas de ciências nas escolas fossem dadas junto às aulas sobre aparelho reprodutor, ou sobre puberdade fosse incluído aulas sobre afetividade.
                Podem até me chamar de romântico e bobão por defender a relação sexo e afetividade, mas na verdade todo mundo procura fazer essa equação se tornar válida, é por isso que tem gente que quando faz um sexo gostoso perde o norte acha que foi o ápice do envolvimento e passa a olhar para a outra pessoa com outos olhos, que é tão complicado envolver sexo nos relacionamentos, pois todo mundo vive buscando esse envolvimento entre sexo e afetividade.
O prazer não envolve apenas o orgasmo, o prazer é o processo e não o fim e a afetividade é o canal condutor por onde se torna mais fácil atingir esse tão sonhado ápice.
Por isso vou terminando por aqui tentando satisfazer a uma amiga que pediu para eu escrever sobre esse tema, mas acredito que foi meio brochante, até por que podem acreditar eu não dei o meu máximo, hihihi, e confesso a vocês essa foi a primeira vez que isto me aconteceu nesse blog! Juro a vocês. Hahahahahaha
Eu quero Sexo! Me dá Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Sexo!
Me dá Sexo! Me dá Sexo!
Eu quero Sexo!







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E agora o que irei fazer?



Feriados


                Ah como eu gosto de feriados! Principalmente quando caem na segunda ou na sexta como foi o caso deste último feriado no dia 12 de outubro que foi justamente em uma segunda-feira, quando isso acontece a segunda feira perde a cara de segunda, tem cara de um domingo extra, no entanto para a terça-feira não virar em outra segunda eu fico sempre me lembrando que a segunda-feira é segunda e não domingo, pelo menos funciona comigo.
                Mas o que quero falar para vocês não é sobre esse feriado, principalmente neste último, pois não teria tanto cabimento assim falar quatro dias depois do feriado. O interessante acerca dos feriadões é como nos portamos em relação ao aproveitamento desse feriadão, seria a elaboração da programação das atividades que iremos fazer nesses dias de ócio salutar que quase todos os meses nos é concedido, mas o mais interessante também não é só a programação, mas como a maioria de nós não fazemos nada ou quase nada do que desejamos fazer durante o feriadão, a não ser que você sofra com TOC o seu feriado pode sair ipsis literis  e foi em visita a um blog de uma amiga que tive a idéia de escrever sobre essa temática, o blog que por sinal é muito interessante e Mimoso que é o Faaala Mima, hahaha entenderam, Mima-Mimoso hahaha, deixa pra lá! Rs mas achei engraçado!
                E ela relatou sobre o que ela gostaria de ter feito no feriado e que por uma indecisão atmosférica acabou não ocorrendo, no entanto ela aproveitou o feriado de outra maneira e isso me chamou a atenção para conversar com vocês, no como nós nos articulamos para fazermos mil e um programas nesses dias, mas quando a hora da verdade chega, Puf, como em um passe de mágica tudo vai por água a baixo, posso até comparar a maioria de nós como um cachorro que sai desembestado atrás de um carro em movimento, quando o carro pára, o cachorro pára, como se ficasse sem sentido ou sem saber o que fazer já que atingiu o seu objetivo.
                A primeira coisa que me vem a cabeça é que nós somos impulsionados a querer materializar os nossos desejos, o nosso imaginário, a espera do príncipe encantado,esperando que a namorada acorde linda, com os cabelos escovados e hálito de hortelã,  que coisa ruim só acontece com os outros, que basta usar a força do pensamento positivo para ficarmos ricos.
                Toda vez que confrontamos isso com a realidade é visível a incongruência, nunca é como gostaríamos que fosse, os nossos prazeres nunca são ou serão totais.
                E isso é bom ou ruim? Bem, pode ser as duas coisas, porque pode iniciar de uma forma e terminar de outra maneira totalmente oposta, e na minha opinião esse é o bacana da vida! Esses desníveis, que irei chamar de frustração é uma coisa maravilhosa, pois toda vez que nos sentimos frustrados ficamos com aquela sensação ruinzinha, e para salvar a situação, o momento decidimos fazer outra coisa, seria o nosso “para compensar”, então se frustrar é algo que geralmente nos impulsiona a não desistir, nos faz tomar decisões, escolher e a vida é feita por escolhas.
                Algumas vezes por não criarmos uma tolerância a lidar com as frustrações acabamos ficando sem criatividade, e para continuarmos assim sem criatividade e sem ser frustrados acabamos nos tornando extremamente controladores, queremos controlar a nossa vida de uma maneira que chega a ser sufocante. Com isso perdemos a oportunidade ser espontâneo com medo de que essas situações que não podemos ou achamos que não podemos controlar nos deixe com as nossas fragilidades expostas.
Gosto de encarar as coisas da seguinte perspectiva, a partir de 3 parâmetros, o do real, do possível e do Ideal.
O real como o nome já diz é o que temos em nossas mãos, a nossa realidade.
O possível são as coisas que não realizamos ainda, mas que se mexermos o real ele pode se transformar em outra coisa que acreditamos ser o ideal.
O ideal é aquela instância onde nós sonhamos, idealizamos seria o fim do caminho, seria o nosso Sombra e água fresca que tanto procuramos, mas assim como são os nossos sonhos a perfeição não existe, nada pode ser perfeito, o que podemos fazer é aproveitar o máximo do nosso esforço durante esse caminho e vislumbrar os outros objetivos que atingimos enquanto caçamos o nosso ideal.
Frustrar-se é algo que inicialmente é chato, mas que você pode com alguma criatividade reverter essa situação de negativa para positiva, é o que na psicologia chamamos de resiliência, que é um termo da física que é relacionado a capacidade de um corpo receber uma certa carga de pressão, deformar-se e depois de um tempo voltar ao seu estado inicial, viu como não sou apenas um corpinho e um rostinho bonitos? Também sou cultura!
Então aproveite as oportunidades de braços e mãos abertas, não queira algo que você não pode alcançar no momento, não deixe de tentar por que você acha não consegue, analise a situação e veja o que pode fazer para conseguir. Dê a sua cara a tapa, não literalmente, saiba que toda ação tem uma reação, toda a escolha tem um resultado e veja se você tem estrutura para suportar o resultado de suas escolhas.
A vida é feita de escolhas e cabe somente a você qual escolha tomar. E lembrando que  ninguém é perfeito, nada é perfeito e que se for fazer escolha sempre será necessário abrir mão de algumas coisas em detrimento de outras.


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BART PAPO COM GERALDO CÂMARA ENTREVISTA IATA ANDERSON

            Hoje estou muito feliz, pois esta semana participei de uma entrevista em um programa local, chamado Barte papo Com Geraldo Câmara, onde pude expor um pouco da minha experiência e vivência como Psicólogo Clínico e de um trabalho que realizei há algum tempo.
           Nesse trabalho eu pude desenvolver um projeto onde a minha intensão era resgatar as relações interpessoais atrabés do livro, mas não era qualquer livro, era O livro, O pequeno Príncipe  e foi através deste livro e de toda a sua sabedoria e simbologia contida em suas páginas pude trabalhar o resgate de alguns valores que a nossa sociedade vem esquecendo.           
           No momento em que apresentei este trabalho a comunidade da Igreja Batista no Trapiche, que é um bairro daqui de Maceió, ficou agradecida, mas naquele dia eu fiquei mais agradecido do que eles, pois eles me proporcionaram a realização de um sonho e por consequencia desse trabalho e graças ao convite deles naquela época, eu pude ser entrevistado pelo Geraldo Câmara, que é um extraordinário apresentador e entrevistador, muito carismático.

          Eu apenas queria compartilhar com vocês que lêem o meu blog e agradecer ao Pastor Gerson Marinho que segue o meu blog e é um grande amigo meu e que me fez o convite ano passado que me proporcionou esse momento ímpar, ao meu amigo Marcinho que me dá muita força no dia a dia e que falou da minha humilde contribuição para a comunidade da IBT.

P.S. Ah se eu conseguir a filmagem do programa eu vou tentar postar aqui para quem quiser assitir, eu me diverti muito com a entrevista, na verdade foi um verdadeiro Bate papo regado a Wiskie e água mineral, confesso que fiquei tentado em realizar a entrevista tomando um wiskiezinho, mas preferi ficar na água mineral para não perder o foco. rs
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Adocica, meu amor, a minha vida ô



Doce

                Há pessoas que gostam de comidas salgadas, há pessoas que gostam de comidas picantes, há pessoas que gostam de abacate e há pessoas que gostam de doces que é na grande maioria, as crianças. Não sei por que as crianças adoram comer doces, mas procurar saber o porquê de se gostar de comer doce deve ser muito chato, o bom mesmo é comer o doce, no entanto eu não sou fã de todo tipo de doce, eu gosto do doce que não é muito doce, gosto do doce que é meio doce, nem de mais e nem de menos.
                Outro dia eu inventei de fazer um doce, uma tal de espuma rosa, consegui seguir a receita direitinho nem de mais e nem de menos, só que quando ficou pronta ninguém quis comer, melhor dizendo, ninguém quis comer mais da sobremesa, até a Gabi, minha filha não quis comer o dela todo e olhe que a menina é um Diabo da Tasmânia miniatura, come de tudo, e foi justamente pelo fato da comida ser muito doce.
                O que quero dizer é que as coisas que são boas são relativas, relativas? Como assim? Há parâmetros para tudo, um limiar para sabermos quando uma coisa é boa ou não, por exemplo, na ditadura ops na democracia estética em que vivemos o doce é um vilão, que o bom é alface, rúcula- mesmo não sabendo o que venha ser- tofu, e tudo que seja de baixa caloria.
                Quem foi que disse que o doce é um vilão? Será que a indústria da moda e da estética é diabética? Quem foi que disse que se comer aquele bolo de chocolate uma vez na semana vai te matar? Ou quem foi que falou que tomar aquela taça de sundae com cobertura e chocolate granulado vai transformar você em um monstro?
                Todos esses parâmetros que nos imputam e emputecem( não sei se existe essa palavra) foram dito por quem? O problema não é comer um ovo frito com queijo ralado e bacon e coca cola, ou aquela macaxeira com charque gorduroso, nossa que fome me deu agora, o problema é que não paramos para pensar o que nos deixa felizes, o que nos satisfaz, apenas seguimos e não refletimos que podemos uma vez ou outra comer essas coisas e não nos enchermos de culpa.
                Esse “regime” persecutório e bulímico nos torna, quero dizer, torna você cara leitora alienada, apenas comendo o que as revistas de moda indicam e para quê? Só para fazer você entrar num modelo cristalizado e apertado e cada vez mais sufocante.
                Sabe por que as crianças gostam de doces? Elas gostam de doces por que elas ficam felizes, não pelo fato do doce ser gostoso, até por que há salgados que são deliciosos, pergunta pra Gabi se ela rejeita algum salgadinho? O fato de elas gostarem de comer doces é por que elas satisfazem suas vontades sem culpa.
                Nunca pensei em comer como algo cheio de culpa. Aprendi que comer é bom, minha mãe, minhas avós e minhas tias, me entupiam de comida, mas o que vejo hoje em dia é que as mães, não todas, estão fazendo de suas filhas de animais de estimação. As crianças não estão comendo aquilo e sim aquela, aquela quantidade de calorias permitida diariamente.
                Quando eu era criança a minha maior preocupação era não ter cáries, hoje em dia a maior preocupação dos pais é não ter seus filhos obesos, é a outra ponta do espectro, de um lado temos mini anorexas e do outro mini obesos.
                Então o que está acontecendo? O que está acontecendo é que os pais não mais sentam na mesa para comer, com seus filhos, sentam em frente a televisão, mastigam de boca aberta, e comem qualquer coisa, sem falar que o parque de diversão das crianças de hoje em dia é virtual, hahaha.
                O problema que vejo hoje em dia não é o que comemos, nem o quanto comemos, o problema é o parâmetro que estamos usando para comer, para dormir, para diversão, para fazermos nossas atividades.      É tudo uma questão de limite que estamos perdendo, preciso e precisamos resgatar o limite do que é bom para nós com o objetivo de sermos felizes independente do que nos obriguem!
                Não é o que entra pela boca que contamina o Homem (corpo), mas o que sai da boca, isso é que o contamina. (Jesus Cristo Mateus 15:11)

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Raiva


Raiva



Sabe o que eu responderia se me perguntasse se quisesse ser mais inteligente ou mais feliz? Eu responderia ser mais feliz, até por que é mais inteligente ser mais feliz, de que adiantaria ter muito conhecimento ou todo o conhecimento do mundo e não poder me relacionar com as coisas do mundo.
                A raiva, esse é um dos sentimentos que nós vivemos fugindo, assim como a raiva nós tentamos evitar a tristeza, a apatia, o ódio e vários outros sentimentos que nos causam algo que não seja prazeroso, contudo sentir esses sentimentos negativos, falo negativo pelo fato de serem sentimentos que geralmente nos afastam de alguma maneira das pessoas são normais, comuns.
                Mas esconder ou suprimir o sentimento de raiva não quer dizer que você o esteja dominando ou não o sinta, pelo contrário você está entupindo uma “artéria”.   Reconhecer esses sentimentos como raiva, fúria, tristeza, medo, alegria e euforia é o que nos diferencia dos demais animais. O que nos torna animais racionais é o fato de reconhecermos e vivenciarmos os nossos sentimentos.
                Eu gosto de olhar os meus sentimentos da seguinte forma: eu posso encarar os meus sentimentos como um  toureiro amador encarando um touro bravo e que irá sempre fugir do touro sem nunca ter a chance de domá-lo ou posso imaginar as minhas emoções da ótica de um experiente marujo, onde as emoções são as correntezas do rio que o levarão aonde ele quiser, e para se deslocar basta se entregar as correntezas e com seu timão direcionar o leme indicando o destino.
                Sei que há momentos onde somos toureiros amadores que realmente não sabemos como agir, mas nem sempre temos que agir como tal.
                Mas como ser um marujo e não ser um toureiro? A resposta é simples. Não sei.
Para cada situação há uma resposta diferente, mesmo que a situação seja a mesma ou parecida há inúmeros fatores que impossibilitam que a solução seja a mesma. O que quero dizer é que olhar para dentro de si é o início, é o primeiro passo a ser dado em busca da solução.

E aí você está achando que é só isso, não é? Bem, você está meio certo, até por que olhar para dentro de si não é algo tão fácil, vivenciar as suas emoções não é tão fácil assim.
Encontrar a resposta dessa pergunta não é algo que você vá encontrar nos livros de auto-ajuda, escutar o que você deseja ouvir não é a melhor e nem é a resposta para os seus problemas. Abraçar as suas emoções e assumi-las é uma das melhores maneiras de lidar com elas, de decidir que papel você quer assumir se quiser ser um toureiro inexperiente ou um Marinheiro Popeye.
Para exemplificar o que estou querendo sobre esses sentimentos negativos e como eles nos ajudam, lembram-se de um dos filmes da sessão da tarde onde no finalzinho o mocinho que é um fracote e que está sendo humilhado pelo valentão do filme consegue se livrar vencendo o valentão com um belo soco de direita (nome do filme é “te pego la fora”).
Uma outra imagem que me vem a cabeça é uma que aconteceu comigo quando criança, lá estava eu sentado na garagem brincando com os meus Play Mobil quando minha amada avó sai e vai a casa da vizinha, até aí tudo bem se ela tivesse trancado direito a porta do quintal.
Nesse momento eu gostaria que vocês imaginassem essa cena com a seguinte trilha sonora, a abertura de Beat it do Michael Jackson e uma fumacinha de gelo seco e um Dobermann aparecendo do nada, lentamente.
A minha avozinha era dona de um sanguinário e infanticida Dobermann, quando eu vi aquele cachorro do capeta eu me levantei calmamente até que ele saiu em disparada em minha direção, foi quando eu saí correndo, eu poderia tentar abrir e fechar o portão da garagem, mas o meu medo foi tão grande que eu não consegui pensar nisso, e o me restava como salvação era um abacateiro com galhos muito altos, não me perguntem como, só sei que eu consegui escalá-lo como um verdadeiro macaco salvando a minha pele e contando essa história para vocês.
E se ao invés de correr eu tivesse ficado parado? Será que aquele filhote de Cérbero teria me devorado? Não sei, só sei que correr foi a melhor resposta que eu pude ter encontrado naquela ocasião, ser paciente consigo mesmo é outra forma de compreender e aceitar suas emoções, é uma forma de mergulhar nelas.
O que estou querendo dizer é que você pode entender as suas emoções, mas vivenciá-las e senti-las é a melhor maneira de compreendê-las.

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Língua de Sogra



                Quando eu era um garotinho lá na cidade de Barbacena, hahaha, e ia a festas de aniversários dos meus amigos uma das coisas que eu mais gostava e ainda gosto são das lembrancinhas, na época eu gostava mais porque eu dava a elas um destino mais útil a elas, pois eu brincava com elas até não haver mais funcionalidade e para uma criança um brinquedo que não funcional é o mesmo que um brinquedo que perdeu a graça.
                Um dos brinquedos de festa que eu mais gostava era a língua de sogra, eu costumava brincar até a minha saliva rasgá-la, mas mesmo rasgando eu dava um jeitinho de continuar a brincadeira. Uma das coisas engraçadas que eu achava no brinquedo era o nome, língua de sogra, naquela época eu não entendia do porquê ele ter aquele nome, no entanto eu cresci, ou melhor, eu envelheci e pude afinal entender a piada que é o nome daquele brinquedo que por sinal é de muito mau gosto, pois a minha sogra é um amor de pessoa é uma segunda mãe  e a sogra da minha esposa, sou suspeito em falar é uma mãe para mim.
                Se eu tivesse o poder de mudar o nome do brinquedo eu mudaria para língua de vizinho, por que vizinho é fogo para ficar fofocando e bisbilhotando a vida dos outros, mas assim como minha sogra meus vizinhos são maravilhosos, não tenho muito do que reclamar, já tive, mas hoje não tenho, acredito que a língua deles não seja tão grande assim. Olhando desse ponto de vista percebo o quanto sou sortudo tenho vizinhos amistosos e uma sogra maravilhosa.
                Porém sempre tem aquela ovelha negra, e de todos os meus vizinhos e amigos eu tenho um amigo mala, das poucas coisas que eu odeio que são os pentecostais fundamentalistas, católicos renovados fundamentalistas, gente que se faz de vítima, abacate e fígado, se eu pudesse matava essas pessoas chatas, mas para pagar a minha língua eu tenho um amigo chato que é católico-renovado-fundamentalista-virgem-e-que-não-se-masturba-e-que-vai-se-casar-virgem,(abrindo um parênteses)  falando em se casar virgem, lembro-me do Kaká, jogador de futebol, é o cara mais idiota do mundo.
                Primeiro ele é evangélico fundamentalista, era virgem e casou virgem, para mim ele é um tremendo de um otário, ao invés de dá umas picotadas e namoradas antes de se casar e fica usando isso como meio de se autopromover, e mais idiota é quem fica idolatrando ele, ai como ele é bonzinho, casou virgem, não solta pum, não faz cocô e não diz palavrão, mais idiota que ele são os fãs dele(Fecha parênteses) .
                Mas voltando ao meu amigo chato-católico-renovado-fundamentalista-virgem-não-punheteiro-e-chato-e-vai-casar-virgem, estava eu, ele e outro amigo em comum quando estávamos conversando sobre qualquer coisa e aí começamos a falar sobre pornografia, e eu como sempre defendendo o lado positivo da pornografia, e ele dizendo que a pornografia era alienante e ruim, mas me digam, será que alguém que não se masturba, não transa pode falar em pornografia?  Poder até pode, desde que antes ele tenha sido um devasso, que num passado bem próximo ele era um, mas na maioria das vezes a resposta é não. Viva a Pornografia leve e esporádica.
                E falando no passado negro dele eu tenho uma história, há uns anos atrás eu, ele e outro amigo nosso (que irei dá nomes fictícios Iata San, Ronaldo -brilha muito no Corinthians- e Adriano) estávamos conversando sobre um filme que o Adriano tinha assistido lembro-me como se fosse ontem “Será que ele é”, então notamos a ausência de Ronaldo, quando fui procurar ele, ele estava no meu quarto, olhando uma Playboy da Paula Bulamarque, nossa que revista, saudades, quando ele veio em nossa direção o cara estava com o pênis ereto, e aí começamos a rir dele e ele dizendo que não era o pênis, que era a bermuda que estava folgada, e quanto mais ele agitava a bermuda o pênis dele balançava, muito cômico e até hoje o miserável nega que estava excitado, filho da mãe tava se masturbando no meu quarto, hahaha, minha vida é uma série de comédia.
                Mas o que mais me irrita nessa história toda é o cara não ter a mínima experiência e ficar opinando sobre pornografia, logo um cara que não tem experiência, nem ao menos gosta ou é um admirador de pornografia, confesso que pornografia só é bom em doses homeopáticas por que senão ela acaba se tornando chata e sem graça, eu acredito que ele deve ter essa noção tão negativa, ou melhor, dizendo só negativa da pornografia depois de ter visto um sermão de algum padre pedófilo, me desculpem os católicos, mas depois de ver tantos casos de padres pedófilos não sei mais quem não é pedófilos.
                Falando em pedófilos, no dia seguinte ao dia que conversamos sobre pornografia, Ronaldo e eu e o Adriano da outra história estava falando sobre castração química e eu defendendo que sou a favor dela, e ele mais uma vez negando dizendo que não é contra que a castração química não iria mudar quem era o pedófilo eu encerrei a conversa dizendo que eu não queria saber em mudar a essência do pedófilo, eu queria que ele fosse castrado, pois molestar e traumatizar crianças não é humano, quero dizer é humano, mas não é hahaha que confusão.
                Ah também não gosto de pedófilos. Então a lista de coisas e pessoas que eu odeio atualizada é: os pentecostais fundamentalistas, católicos renovados fundamentalistas, gente que se faz de vítima, pedófilos, abacate e fígado.
                Confesso que algumas dessas pessoas podem ser legais, menos os pedófilos.

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TÉDIO





                O que me vem à cabeça quando penso em tédio? A primeira de muitas coisas é o domingo, para mim o domingo é o dia universal do tédio, não há dia melhor para ficar entediado.
                O domingo é o dia que antecede uma longa e árdua semana de trabalho, é o fim do fim de semana e como já não bastasse a programação da tevê é um verdadeiro martírio, quando eu ligo a tevê dá vontade logo de voltar para cama e falando em cama, não sei se acontece com vocês, mas infelizmente comigo acontece, o dia em que eu realmente tenho o direito de acordar tarde eu não consigo, faço o meu desjejum e logo em seguida começo a me aborrecer, pois na tevê o primeiro programa que está passando programas é o Santa Missa em Seu Lar, que é tão empolgante seguido de programas tão empolgantes como programas sem graça como bom dia caminhoneiro, pesca e Cia, corrida de formula um (você pode até gostar, mas fala sério são 2 horas de zum-zum-zum sendo narrado por nada mais nada menos que Galvão Bueno que eu odeio), depois alguns programas chatos e repetitivos como o a turma do Didi que só é bom no momento que está passando os créditos, temperatura máxima que de máximo só tem o  nível do meu tédio, depois vem o Faustão que de Faustão não tem quase nada, Eliana, Gugu e Ana Hickman, ninguém merece, ainda tem jogo de futebol( que por sinal eu odeio) depois tem mais Faustão e o fantástico, o que salva o domingo é o programa Pânico na Tevê, quero dizer salvava, pois por conta da classificação o programa mudou tanto de horário que está quase passando a meia noite.
Para vocês verem o nível de tédio do domingo o clímax dele é a noite quando vamos a igreja, nada contra é até legal, faz você refletir e ter paz de espírito por uma semana até o próximo domingo.
Numa fase negra de minha vida eu tive uma idéia que a princípio parecia brilhante para por no fim no tédio dominical, eu pensei na possibilidade de acabarmos com o domingo, no entanto eu percebi depois que a função que o domingo exerce passaria a ser exercida pelo sábado e isso seria pior porque o sábado é o dia universal da balada, é o dia que as pessoas saem para se divertir com exceção dos adventistas que não fazem nada no sábado, então para eles o dia universal do tédio é sábado e o domingo. Obrigado Deus por não ter nascido numa família adventista!
Como não posso mudar o calendário semanal eu fui forçado a pensar em uma maneira de acabar com o meu tédio dominical e cheguei a seguinte conclusão, aproveitar o domingo de uma maneira produtiva e não estou falando em trabalho  estou falando em aproveitar com qualidade. Então pergunto a você: quais atividades você realiza que te deixam empolgado, animado, relaxado?
Há pessoas que relaxam fazendo aquela faxina na casa, no armário, fazendo aquele almoço em família, com aquele churrasco, pegando aquela prainha, saindo para almoçar fora, curtir os filhos, sobrinhos, pais, namorada, noiva, esposa, marido, fazer amor, tomar aquela cervejinha, filar a bóia na casa dos amigos, ir a um cinema no domingo a tarde, ler ou estudar.
Atividades para vencer o tédio é uma lista enorme e muito variada e que você pode acrescentar a minha lista alguns itens ou você pode modificá-la por completo,   mas uma coisa é certa vencer o tédio e descansar com qualidade para enfrentar uma semana inteira de trabalho é necessário certo esforço sair do sofá e de quatro paredes e sentir que a vida está passando e você está pegando carona nela.
Me abrace e me dê um beijo,  Faça um filho comigo! 
Mas não me deixe sentar na poltrona No dia de domingo, domingo!

PS. Depois de um grande contratempo( preguiça) estou de volta!




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